sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Ultra Cavalls del Vent

21 de Setembro de 2013
Cavalls del Vent
100km - Com 13000 metros de desnível acumulado e 6800 metros de desnível positivo



Cavalls del Vent 2013

O principal objectivo de 2013 estava à porta, estávamos a 3 dias da prova e começamos os preparativos, a lista de material obrigatório era enorme, e só 24h antes seria confirmado o que levar durante a prova, pois dependia das condições meteorológicas mas havia que levar tudo para lá.
Na quinta-feira, bem cedo começou a aventura, em família e de carro arrancamos com destino a Lleida onde iríamos dormir para chegar a Berga no dia seguinte de manhã. A viagem correu bem e com bom tempo, fizemos várias paragens para "esticar" as pernas e alimentar bem, e pelas 20h chegamos ao destino, fizemos o chek-in no hotel já reservado e descansar. No dia seguinte de manhã em Lleida fiz o último treino antes da prova, corrida ligeira que serviu para habituar ao fresco da manhã, às 7h estavam 7graus, terminado esse treino e depois de um bom banho e de um robusto "desayuno" seguimos com destino a Berga, localidade que seria o quartel-general nos próximos 3 dias. Chegamos a meio da manhã ao Berga Resort (www.bergaresort.com). Entrados na recepção, e depois de me perguntarem se vinha para fazer Cavalls del Vent, fomos saudados por uma senhora que se encontrava de costas e que ouvira a conversa, virou -se, e desejou-nos boas vindas ao Berga Resort e sorte para a prova que a prova seria muito difícil. Essa senhora, só era a Núria Picas, li depois que ela é patrocinada pelo Berga Resort, que é também o local onde ela faz o Trail Camp.
Berga Resort
 Depois de instalados num bungalow, o objectivo seguinte seria reconhecer os 2 postos de assistência (PAC) onde a Cláudia estaria, primeiro em Bellever ao Km 39 e depois no Refúgio Estasen aos 70km.  O 1º foi fácil de chegar, não teria grandes dificuldades durante a prova pois era dentro de uma localidade e estava bem sinalizado, seguimos então para o refúgio Estasen, esse de maior dificuldade pois além de já estar a 1668m obrigava e uma caminhada de cerca de 30 minutos montanha acima.
No local onde estacionamos o carro, tinha um Mirador isolado onde parecíamos estar só nós, quando aconteceu a segunda surpresa. Vimos ao longe 2 pessoas a correr, acabavam de terminar o treino, quando se aproximaram, era o Miguel Heras e o Terry Conway, nova pequena conversa com o Heras onde veio a história com o Sá e o UTMB e desejos mútuos de boa prova. Tinha em poucas horas falado com os 2 prováveis vencedores da prova e duas pessoas muito acessíveis, seguimos pela montanha para conhecer o refúgio, na parte final a chegada era dura pois subia bastante e tive de a fazer com o David às cavalitas, no dia seguinte teria de ser a Cláudia a levá-lo.


Estasen

Estavam vistos os postos de assistência, próxima paragem no supermercado para fazermos umas compras para os dias que íamos estar lá. Depois de um ligeiro descanso e almoço, fomos a Bagá levantar o dorsal. Bagá estava a 15km, e foi uma viagem rápida. Lá chegados, demos uma volta pela cidade, se é que é cidade, e fomos ao pavilhão levantar o Dorsal, tudo muito rápido e calmo. 1º foi o saco com o dorsal, a t-shirt e restantes lembranças, depois testar o chip, e de seguida foi-me informado qual o material obrigatório a levar na partida (que seria o normal), e depois das 17h (tínhamos que acrescentar camisola térmica, calças e buff).  Estava feito! Tiramos umas fotos no local da partida e chegada, e no pavilhão e regressamos para o derradeiro descanso. Depois de jantar foi preparar o equipamento e a mochila, conferir o material e a alimentação que a Cláudia levaria aos 2 postos, e dormir!!!!!
Bagá
Recolha de dorsal












Dia da prova

Finalmente chegou o dia esperado, eram 5h e começava a preparar o pequeno-almoço, aletria e croissant e também sumo de laranja, depois foi equipar e seguir de carro para Bagá. Chegamos por volta das 6.15h, a prova começava às 7h. Ainda era noite cerrada e estava muito frio, o carro marcava 5º. Despedi-me da Cláudia que iria voltar a Berga, porque o David ainda dormia, e fui para a zona de partida. Começou o nervoso miudinho! Ligeiro aquecimento e fui às 6.40h para o "parque fechado". Consegui ficar na parte da frente e só tinha na dianteira os favoritos. O local estava dividido em 3 partes, no1º sector os principais favoritos (dorsais vermelhos), no 2º sector os que tinham feito menos que 15h nas edições anteriores, e depois no grande maralhal o pessoal de dorsal verde (eu e todos aqueles que fariam a prova pela 1º vez, ou com tempo superior a 15h nas edições anteriores). Não encontrei ninguém conhecido, mas vi na frente no 1º sector o Nuno Silva e a Natércia Silvestre. Depois de algumas entrevistas aos favoritos, começou a famosa música da prova: "The Gael" - o tema de o último dos moicanos, que antecede a contagem para a partida. Arrepiante o momento!
Partida, Bagá

Dada a partida, os primeiros metros dentro de Bagá foram de loucos, grande velocidade de todos a passar por todos, empurrões etc, era preciso entrar na 1º subida bem colocado para não haver afunilamentos e consequentes paragens. Entrei bem colocado, nunca precisei de parar nem de ir a "festo" para ultrapassar, sabia que o início seria duro, seriam praticamente 12km sempre a subir até aos 2500m de altitude, sentia-me bem e ia a um bom ritmo, mas sabia que não podia exagerar senão iria pagar mais tarde. Ao chegar ao refúgio (Ninho da Águia) Niu de L' Àliga (2500m) encontrei a Natércia Silvestre e acabamos a subida juntos, estava muito frio e o vento era forte o que piorava a sensação de frio apesar de estar um lindo dia de sol, a paisagem era fenomenal. O ambiente montanha acima era excelente, o público apoiava de uma maneira que nunca tinha visto, corriam ao nosso lado alguns metros, chamavam pelo nosso nome que estava no dorsal e isto tudo com um frio de rachar. No PAC tinha as mãos tão frias que não conseguia pegar em nada, tive de as aquecer um bocadinho na "panela do caldo" para conseguir comer e beber. Comecei a descida com a Natércia, não a conhecia pessoalmente mas foi muito agradável a conversa e ajudou a passar uns largos km sem me aperceber, quando deixamos a descida mais técnica e lenta e entramos numa zona de estradão perdi a Natércia de vista, ia a um ritmo muito rápido para mim, tinha de gerir, e que bem que fiz em não ir naquele ritmo, pois entre o km 30 e Km 40 foi a altura da prova que passei pior, talvez por alimentação mal feita e má hidratação quando andava em altitudes mais baixas e também pelo calor que começava a fazer-se sentir. Cheguei ao PAC de Bellever com grande desgaste, estávamos ao km 40 e ia com 5.45h de prova.
Hora de almoço

Bellever era o principal posto, onde a organização transportava o material dos atletas que não tinham assistência. À entrada no pavilhão, eu e mais atletas fomos “fiscalizados” para a 1º revista, telemóvel e manta térmica foi o pedido, tudo ok. Próximo objectivo encontrar a Cláudia e o David, como sabe bem encontrar os nossos nessa fase menos boa. Depois foi sentar e comer, a escolha era grande dividi-me entre massa com atum (com o David a ajudar), pão com tomate, e muita fruta e líquidos.


Bellever

Troquei de t-shirt e meias, recuperei forças, despedi-me até Estasen, parti olhei para o dorsal que tinha o perfil de cabeça para baixo o que permite ver em prova e preparei-me para nova subida dura, desta vez seria do km 39 ao 53. De início em estradão, e depois em trilho e pedra, sempre a levar com o sol em cima e o calor nessa altura era forte. Todos os pontos de água eram aproveitados para molhar e refrescar, no alto novamente a 2500m foi recuperar forças e descer praticamente até ao PAC de Estasen onde estava novamente a Cláudia e o David. Tinha como objectivo chegar antes de anoitecer, para a Cláudia não ter que, depois de me apoiar descer a montanha até ao carro com o David às costas noite escura, o que seria complicado. Desci, acho que, rápido demais, mais tarde sentiria esse exagero, mas consegui! Cheguei pelas 18.30h, mais uma vez grande ambiente na chegada, apoio fantástico em muitas zonas do percurso, e muitas delas de difícil acesso, foi sem dúvida uma surpresa. Reconheço que os espanhóis têm uma cultura de montanha muito à frente da nossa. Chegado ao PAC vejo novamente a Cláudia e o David, que alegria! Estava a sentir-me bem e melhor fiquei, nova muda de roupa, agora já para o frio da noite que se aproximava. Alimentar bem, e fiquei quase novo.
Estasen

Despedimo-nos com um "agora o próximo encontro é na meta". Saí cheio de força, o corpo e a cabeça estavam muito bem, confortavelmente fui passando os restantes PAC, fiz mais uma paragem para colocar o frontal e já só pensava na chegada. Faltavam duas subidas, uma delas mais técnica sempre a cruzar com um riacho que descia a montanha. Acabei a última subida e sabia que seria descer até Bagá, no último PAC e mais um controlo de material, perguntei como eram os últimos 12km, e foi dito a um grupo de atletas que era estradão sempre a descer. Era de facto a descer, agora o estradão era muito íngreme e de muita pedra solta. Nessa altura tinha 1 objectivo, fazer menos de 17h e chegar antes da meia-noite, mas nesta fase os quadríceps e joelhos já estavam a queixar-se, e foi uma parte dura até chegar ao alcatrão, aí foi rolar sempre a 4.45/5 min/km e já se ouvia o barulho da chegada. Os últimos 2km foram fantásticos, apoio de todas as pessoas, os carros iam ao nosso lado a incentivar, as pessoas todas à porta de casa a puxar por nós e finalmente entro nos últimos 200 metros em que a emoção e a felicidade tomaram conta de mim. O ambiente era arrepiante e só me lembro de cruzar a meta, consegui!!! Minutos antes tinha ligado à Cláudia a dizer que estava a chegar, para saber onde se encontrava, pois queria passar a meta com o David às cavalitas. Infelizmente ele já dormia, e com o frio que estava seria uma maldade acordá-lo para esse fim. Cortada a meta foi-me dito que estava no lugar 150º e em 33º no escalão. Que grande surpresa!
Chegada, Bagá
 
Tinha corrido muito bem, tinha conseguido fazer menos de 17h, e chegar antes da meia-noite. Estava muito satisfeito com a prestação. Comi qualquer coisa na zona de chegada, e fui ter com a Cláudia. Já só queria um abraço e um bom banho. De regresso a Berga a Cláudia contou-me de todo o apoio que foi recebendo durante a prova da família e amigos, com a informação via FB que tinha terminado comecei logo a receber chamadas, fiquei ainda mais satisfeito ao saber que tanta gente seguiu via Facebook a prova.
Depois de um bom banho e de uma refeição quentinha, foi uma noite de sono bem passada.
No dia seguinte acordei com umas "ligeiras" dores nas pernas, mal me conseguia mexer, mas tinha o prometido "prémio de jogo", um circuito de águas e uma massagem no SPA do Berga Resort, e que bem que soube, saí de lá quase novo, o que me permitiu durante a tarde passear e saborear esta vitória pessoal.
Os dias seguintes, foram para umas curtas férias naquela zona, e por França. Por esse motivo, e também porque fisicamente não estaria nas melhores condições não consegui estar presente no GTSA, prova que quero fazer há já 2 anos. À terceira será de vez!
Dune du Pyla - Bordéus
O meu muito obrigado a todos, especialmente à Cláudia e ao David que me acompanharam e deram uma força enorme, à minha família mais próxima, ao Paulo Pires pela evolução que conseguiu que eu atingisse, inacreditável, aos amigos que deixaram muitas mensagens a dar muita força e à minha equipa Desnível Positivo porque graças às pessoas que fui conhecendo nós últimos 6 meses, alem de me terem proporcionado evoluir fiquei com outras ideias e maneiras diferentes de ver o Trail Running. A Desnível Positivo, é uma família de grandes amigos e enormes atletas.
Agora já só penso em 2014 e nas possíveis provas, muitas hipóteses em cima da mesa, desde Grancanaria, MIUT, Zegama, Ehunmilak, Transvulcania, Maratona do Monte branco e Km Vertical, Grand Raid des Pirenéus e o principal objectivo, UTMB, sabendo que algumas destas provas estou sujeito a sorteio, mas vou a jogo.....e este ano ainda tenho UTAX para fazer e trazer os 3 pontos que me faltam para fazer os 7 para UTMB.

Ultra Trail Serra da Freita

29 de Junho de 2013
70km - Com 4000 metros de desnível positivo

Os Km continuavam a subir de prova para prova, agora iria para os 70km, eram cerca das 5.30h quando sai da casa, a viagem era curta até ao Merujal, na véspera quando fui levantar os dorsais o calor era muito e já eram 19h, sabíamos que iria ser uma prova debaixo de forte calor, e se foi.

Na chegada ao Merujal já se vivia o ambiente de uma grande prova, dirigi-me para a zona da partida onde estariam os meus colegas de equipa da Desnível Positivo, lá foram chegando uns atrás dos outros, fizemos a foto de família e preparávamos-nos para a partida, ainda tinha dúvidas se levar frontal ou não, ainda era noite apesar de o dia dar sinais de começar a nascer, preferi não levar para depois não ter de parar para o pôr na mochila, pormenores!!!!! 

Conforme tinha sido dito pelo "Mister" Paulo Pires tinha que aproveitar o fresco da manhã para andar mais forte e depois conforme o calor fosse apertando gerir da melhor maneira, hidratar muito bem, ir sempre prevenido com muita agua e com Fast Hidration e tentar passar as zonas mais complicadas sempre com companhia, mas novamente como na Geira o ritmo marcado era para ser calmo, o objectivo era meter km e ganhar experiência para Cavalls del Vent, a preparação não podia ser interrompida por uma lesão e depois do que vi não era difícil de ter acontecido!

Partimos e juntei-me ao meu colega de equipa da D+ o Luis Alves logo nos primeiros kms, fomos a andar bem até ao rio, aí o ritmo quebrou, foram muitos km dentro e fora de água, zonas onde foi quase preciso fazer escalada, mas lá fomos andando e passando os PA, entramos na zona mais quente do dia, penso que a temperatura andou muitas vezes acima dos 35º, vim a saber que muita gente estava a desistir por desidratação, tive sempre muito cuidado a manter-me sempre hidratado, e quando passávamos em zonas de rio lá nos refrescávamos, e só apetecia era ficar de molho naquela água fresquinha.
PA atrás de PA lá fomos andando, passamos zonas de extrema beleza como por exemplo a aldeia de Drave, além de paisagens fenomenais, algumas a fazer lembrar os Pirenéus. Tinha previsto encontrar-me com a Cláudia no PA dos 60km na Lomba, mas entre o km 50 e o 60 o Luís ficou de "molho" num dos muitos riachos que passamos com outro colega da D+, eu como sabia que tinha a Cláudia e o David no PA seguinte segui sozinho e esperava por ele no posto e estava mais tempo com a família, quase ao chegar a cerca de 1 km recebo uma mensagem da Claudia a dizer que tinha voltado para o Merujal porque não encontrava a estrada para a Lomba e o GPS também não reconhecia, que má notícia, mas como a seguir só seriam mais 10km resolvi então não perder muito tempo naquele posto e seguir para a meta e assim fiz, como uma sopa e uma bifana, e siga, como tinha gerido bem a prova e sentia-me muito bem foi sempre a bom ritmo, acabei por descer e subir a Mizarela sem grande dificuldade e acabei por chegar ainda com reservas de força, sabendo que tinha a família á espera na chegada também ajudou, a 500 metros da meta vi a Cláudia e o David, que alegria, tinha terminado a prova com mais km da minha curta carreira no trail e tinha-os ali, peguei no David ás cavalitas e lá cruzamos a meta os 3, estava feito mais uma ultra, esta bem mais longa, no final tinha o pessoal da D+ á espera  e foi quando vim a saber que tinha havido problemas com alguns colegas mas felizmente nada de grave. Eu também tinha chegado sem mazelas que era um dos objectivos e com 14h15m de prova.

Agora a próxima sim, Cavalls del Vent era o objectivo do ano, e seria preciso andar bem e fazer os 100km o mais rápido possível.











Ultra Trail Geira Romana

19 de Maio de 2013
52,5km - Com 2000 metros desnível positivo e 4500 metros desnível acumulado


Já foi como atleta da Desnível Positivo há 2 meses e também da Armada Portuguesa do Trail (APT) há 2 semanas que me dirigi para o Gerês e para a Vila de Caldelas, desta vez foi em família, estava um dia de fortes aguaceiros e tempo frio, quando chegamos fomos directos para a estalagem onde íamos ficar instalados, estávamos a 100 metros da zona onde iria apanhar o autocarro para a partida e onde seria a chegada.
Depois de levantar o dorsal e de um bom jantar, falei com o Paulo Pires (APT) que me deu algumas dicas, afinal era só a minha 2ª ultra, gerir da melhor maneira a prova, também que material levar, e as previsões meteo, iria apanhar muito frio mas não chuva, e a ideia era treinar sem exageros, o objectivo principal da época estava longe em Setembro em Bagá, e assim foi, de seguida foi preparar as coisas e descansar, a alvorada foi cerca das 5h, estava um frio de gelar, apanhei o autocarro juntamente com o Albino Magalhães, já estava combinado, fomos a viagem cerca de 1.30h na conversa, eu a ouvir histórias interessantes, o Albino tinha acabado de ganhar de maneira categórica os 101 Peregrinos, fiquei a saber as peripécias daquela prova e a viagem passou rapidamente, chegamos a Lobios onde seria dada a partida, estavam cerca de 0° e a única maneira de aquecer era estarmos juntos ao vapor que saia do Rio Caldo, com as famosas piscinas de água quente quase a 40° e que bem me apetecia ir lá para dentro como estavam alguns turistas!












Perto das 8h chegou "Júlio César" vestido a rigor para depois de um discurso "histórico" dar a partida, a parte inicial subia ligeiramente durante alguns km e depois seria praticamente num falso plano, ou seja sem grandes subidas e descidas, era uma prova muito rolante, e assim foi passamos em zonas do Gerês de uma beleza incrível, trilhos e aldeias muito agradáveis, vistas fantásticas, como por exemplo a zona da Portela do Homem, o Museu da Geira onde tinha um PA, até chegarmos ao rio a parte mais complicada para mim de toda a prova, além de fresca, muitas pedras soltas e escorregadias faziam a progressão ser lenta, não apetecia nada cair naquela agua gelada, quando saímos do rio estávamos na meta novamente em Caldelas cerca de 5.45h depois, sinceramente uma prova bem organizada, muito bonita, mas é mais uma corrida de montanha que uma prova de trail, o que a mim não me agrada muito, gosto mais do sobe e desce acentuado e constante do que longas zonas rolantes, a prova custou-me muito, passei fases de grande sofrimento mas lá cheguei ao fim, e bastante cansado.


A parte final dentro do rio até chegar praticamente á meta é uma ideia bastante original e divertida, e foi nessa altura que vi o meu filho com cara de espanto a pensar para ele, o que faz o meu pai lá em baixo dentro água no meio do rio com este frio!!!!!
Mas estava terminada mais uma ultra e mais uma medalha de finisher!


A próxima aproximava-se e metia mais respeito, os 70km da Serra da Freita.